» Atualizado às 17:31
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Foi declarada uma guerra sem tréguas entre as letras e os números.
As letras que são capazes de se unir, formar batalhões de palavras, brigadas de frases e até compor um exército inteiro para destruir adversários dos seus donos, ávidos pela conquista ou pela manutenção do poder.
Palavras que, somadas, articuladas, bem ou mal compostas, são capazes de conquistar povos ou até mesmo de afasta-los de suas intenções.
Palavras que se multiplicam na boca da população, que se fazem verdade ou não, que podem dar a vitória aos que se arrastam ou de derrotar os que se vangloriam por antecipação.
E é aí que a estratégia de marketing dessa guerra sem tréguas pode ganhar ou perder.
Mas o povo, esse povo a quem se atribui cabrestos, a quem se credita ignorância ou a arte de não saber votar, reage silenciosamente e pede às letras que se recolham porque é chegada a hora das forças armadas dos números agirem na sua preciosidade, na sua ciência pura e exata, contestando-se a si próprias, indo buscar no recôndito da informação precisa, a verdade nua e crua que mais adiante dirá quem foi o lado vencedor.
Dizem que contra fatos não há argumentos e se isso é verdade, não haverão palavras que venham a contestar o avanço dos números que, ainda que em determinados momentos sejam falseados, em outros, mais à frente, mostrarão a incontestável verdade.
Parece que, na guerra atual, as palavras estão perdendo a guerra para os números.
Números novos, reais, confiáveis e que, sem dúvida alguma, mostram que o avanço das tropas é uma realidade.
Bandeiras levantadas, palavras sinceras, os números aliados mostram-se de corpo inteiro.
Não vamos nem entrar muito no mérito da questão quando se trata dos candidatos a governador, quando verificamos que, propostas objetivas mesmo, apenas um as tem mostrado, até porque teve oito anos de governo e conhece bem as necessidades do estado.
Os outros, com propostas vazias e / ou ataques a adversários não estão somando muito para a decisão do eleitorado.
Mas, o nosso foco principal são os candidatos a deputado federal e estadual que, os mais antigos, dentro da mesma cantilena continuam prometendo os mesmos mundos e fundos das campanhas anteriores e que nunca realizaram.
Claro que existem algumas raras exceções. Os novos, esses sim é que não têm proposta alguma ou então apresentam promessas infundadas e que não se enquadram no verdadeiro papel do deputado ou da deputada.
Fica difícil, muito difícil mesmo uma escolha quando não se pode avaliar a profundidade de propostas, essas ou aquelas que levassem os eleitores a uma certeza ou sequer a uma esperança.
E aí se verifica que a grande maioria busca um emprego tranqüilo na Câmara Federal ou na Assembléia Legislativa.
Quantos estão preocupados com futuros e reais projetos e em fiscalizar de fato e de direito os atos do Executivo?
Ou quantos deles serão capazes de estudar com afinco, nos próximos quatro anos, os problemas inerentes à população buscando fórmulas e projetos que encontrem verdadeiras soluções?
Talvez só dê para contar nos dedos das mãos e olhe lá! Possivelmente tenhamos que mudar aquela máxima - máxima?- que diz que “o brasileiro não sabe votar” para o “brasileiro não sabe é se candidatar”.
O poder público pode investir o que for preciso na saúde da população. Pode melhorar hospitais, criar muitos postos de saúde, pode aumentar o corpo de médicos e enfermeiros e pode equipar os municípios da melhor maneira possível.
Mas se não se preparar para fazer com que o povo, principalmente o mais carente, tenha acesso fácil, rápido e barato ao remédio receitado pelo médico, nada terá feito, ou, no mínimo terá nadado e se afogado numa bela praia.
A política de medicamentos ainda é absolutamente incipiente no país e, talvez, responsável pelos enormes índices de mortalidade em todas as faixas etárias.
E, quando falamos em remédio não estamos falando só daqueles mais simples a que quase todos têm acesso, mas os que realmente são importantes na cura das mais diversas doenças que são detectadas pelos abnegados e sacrificados médicos que ocupam os escassos e desprovidos consultórios públicos.
Claro que as coisas estão melhorando em alguns setores e que algumas autoridades lutam por melhorias na saúde, principalmente nos aspectos preventivos das doenças com campanhas de vacinação, algumas raras ações de saneamento básico e outras atitudes.
No entanto, quando é chegada a hora de remediar e não mais de prevenir as coisas complicam a vida das pessoas que, gradativa ou rapidamente chegam a óbito ou a situações de penúria.
É preciso, portanto, que todos estejam atentos para as oportunidades que surgirem no sentido de dar remédios a população, tão mais ou igual à alimentação, hoje tão bem suprida pelo Bolsa-Família.
Não desejaríamos nós estarmos nas peles dos médicos que, com poucos meios de diagnóstico, mesmo assim chegam a ele, mas encontram mãos atadas na hora de ministrar os remédios necessários.
E, acreditem que, por incrível que pareça, os remédios são, hoje, uma questão além dos médicos.
Mantenho a afirmação de que sempre fui a favor de que chegasse até nós uma Lei do tipo Ficha Limpa, mas que chegasse sem rasgar a constituição, sem cometer atos dos quais a sociedade venha a se arrepender.
Pois acho que este arrependimento vai acontecer porque não se pode aceitar sentenças reprobatórias de candidaturas por atos que já foram julgados, por pessoas que já pagaram suas penas e que não podem ver uma lei nova retroagir para os prejudicar em suas intenções.
Não estou aqui para falar deste ou daquele candidato, mas de todos os que passaram a não ter um tratamento à luz das leis que os julgaram, exemplificando como corretas as atitudes tomadas pelos tribunais do Maranhão, do Rio Grande do Sul, de Tocantins e outros onde alguns julgamentos já ocorreram com total respeito à não retroatividade.
Por outro lado quem acompanha nossas atividades jornalísticas sabem do respeito que temos pelo nosso judiciário como um todo, utilizando nossos programas e esta coluna com muita atenção pelas leis e pelas decisões que as envolvem.
Mas, não podemos calar diante de um fato inédito, de uma aplicação que não nos parece correta e que, sem dúvida alguma, pode ser fruto de um clamor popular exacerbado e não de reivindicações tranqüilas e equilibradas com as quais me identifico.
Acho até que, quando o legislador Francisco Dornelles colocou no texto da nova lei o tempo do verbo futuro -“que forem condenados”- o fez com clarividência de que o tempo passado não seria concordante com a constituição brasileira que prevê a defesa do cidadão que não pode ser atingido retroativamente por uma lei nova se o objetivo for o de prejudicá-lo.
Portanto, amigos, urge que se pense, urge que se espere que o STE mude algumas decisões que foram tomadas neste sentido e que se retome aos braços da constituição o respeito ao que ela nos propôs.
Não existe pior palavra do que refém. Nem algo terrivelmente deprimente do que se fazer refém de alguém ou de alguma coisa.
Os governos estaduais, como um todo, não escapando disso o de Alagoas, estão à mercê dos traficantes que, dia após dia, dominam regiões, bairros inteiros e em breve as cidades, se a eles não for imposta a política da “inteligência”, unida à da força, da estratégia, do ataque.
Não é mais possível saber-se que um estado como Alagoas, por exemplo, viva vendo crescer a mortalidade por violência, numa média de 15 assassinatos por fim de semana, sem que nada ou muito pouco se faça para cortar o mal pela raiz e não pelos galhos.
É preciso montar uma verdadeira estratégia de guerra, de espionagem, de vigilância, para se chegar ao foco da questão que se espalha por toda a cidade, violentando as ruas, as faculdades, os colégios, através do “crack” poluidor e devastador de mentes e de vontades.
Vimos com tristeza, em reportagem do co-irmão “O Jornal” que “traficantes adotam moradores da vila Brejal”.
Um sinal absoluto de que a prática que invadiu as favelas do Rio de Janeiro e São Paulo, chega à Alagoas, mostrando que, na prática, o governo paralelo vai se instalando, vai dominando, vai fazendo o trabalho que deveria ser do estatal e, assim, gradativamente, espalhando as garras do tráfico e dos seus terríveis produtos, para desgraça de um povo que não consegue assistir a um verdadeiro trabalho de seus legais governantes.
Sabemos que existem cabeças pensantes e boas na Defesa Social, na Polícia Civil, na Militar, mas sabemos também que elas são atrapalhadas por não conseguirem fazer parte de um só plano, de um só estratégia, de uma única luta.
E enquanto isso não acontece, meus leitores, vamos vendo, em pleno ano eleitoral, crescer um poder que não nos pertence.
Triste. Muito triste o incêndio que tomou conta da moral e da credibilidade da espetacular corporação que é o Corpo de Bombeiros de Alagoas.
Pior ainda mostrar-se corrupção, roubo, desvios, exatamente de mercadorias doadas para minorar sofrimento de vítimas das enchentes que levaram ao desespero milhares de alagoanos.
Doações feitas com amor, com compreensão, com sacrifício algumas e que foram surrupiadas por soldados e oficiais pertencentes a uma instituição que está ali para salvar vidas.
Não nos conformamos em sermos obrigados a comentar fatos dessa natureza. Não nos acomodamos ao vermos, mais uma vez, o estado de Alagoas nas manchetes nacionais e por fatos que o denigrem ainda mais.
Não é o povo comum que está a ser criticado por aí a fora, mas os que detêm o poder e as condições para ajudar.
E o que é pior, procurando mercadorias novas e melhores porque, segundo eles, os pobres coitados que perderam tudo só merecem o que é velho e usado.
Mas eles, os de grande moral, eles sim precisam e se apoderam do que houver de melhor para que seus bolsos fiquem mais bem abastecidos com o que não lhes pertence.
Esperamos, sinceramente, que os culpados tenham para si o que houver de mais justo na força da lei.
Gostaríamos de vê-los amargando a derrota do mal a que se impuseram e assistindo a vitória da lei em cujos meandros ainda podemos encontrar gente do bem.
No mais, não devemos considerar os acontecimentos como fatos isolados, mas, isto sim, usar os fatos para tentar, através deles, impedir que mais ratos corroam a gloriosa corporação do Corpo de Bombeiros de Alagoas.
Que aliás, só ela pode apagar o fogo que se alastrou.
Mudou para pior, é claro! Mas o que mudou mesmo foi o tipo de crime que passou a ser cometido em Alagoas.
Há mais de dez anos atrás Alagoas era caracterizada pelo crime de mando, pelo crime político que, obviamente, nunca deixou de existir.
No entanto, andava-se com tranqüilidade nas ruas porque o crime urbano estava longe de acontecer e quando ocorria tratava-se de uma exceção.
Hoje, o crime urbano é o grande vilão de Alagoas. Principalmente na cidade de Maceió, onde desde o seqüestro, passando pelo assalto à mão armada e os a banco e a estabelecimentos comerciais, o crime está demais.
O tráfico é uma realidade e é fácil ver a venda de drogas nas ruas próximas praia.
O poder paralelo começa a se instalar e a segurança está realmente perdida. É quando vemos com satisfação a entrada do município com o Plano Integrado da Promoção do Direito Humano à Segurança.
É quando verificamos que o passo dado pela prefeitura de Maceió demonstra que segurança pública é um dever de todos e que governo do estado, municípios e sociedade organizada precisam dar-se as mãos no sentido de criar a polícia cidadã, como começa a acontecer em algumas favelas do Rio de Janeiro, no sentido de melhoria da prevenção e, obviamente, da repressão desde que ambas andem em paralelo com o apoio da população que não quer mais ver esse “status quo” mudando a olhos vistos e aumentando dia após dia.
Portanto, amigos, palmas para atitudes como essa que podem acrescentar em muito aos que já fazem o seu papel.
Até prova em contrário.
Parecia um filme quando entramos na cidade de Rio Largo e nos deparamos com o que restou das áreas invadidas pelas águas e totalmente devastadas.
Em uma das ruas, uma casa em pé. Apenas ela. Todas as outras transformadas em escombros.
A população sem suas casas, sem móveis, utensílios, tudo o mais, sem contar as que perderam parentes durante a inundação.
A prefeitura e a defesa civil trabalhando a todo o vapor, recebendo donativos os mais variados. Relatos tristes de sobreviventes e de gente que ainda tem a esperança no recomeçar.
Dali fomos a Branquinha. Inacreditável. Uma cidade que já não existe em 90 por cento do seu território. Um desagradável cheiro já saindo da terra, pessoas circulando sem saber por que ou para que, a Cruz Vermelha desembarcando mercadorias na igreja que não sucumbiu e a prefeita Renata, guerreira, jovem ainda, garantindo que, com a ajuda de todos, vai reerguer Branquinha.
E vai conseguir; saímos de lá com esta certeza. Uma seqüência de casas na saída, com algumas paredes de pé, só paredes, resultado da água implacável que por elas passou.
E, então fomos a Murici. E até julgávamos que lá o problema não teria sido tão grande. Foi enorme. Uma imensa área espalhada pra todos os lados onde não existe pedra sobre pedra.
Um mar de lama, um tanque de usina encalhado no rio e que veio trazido pelas águas desde União dos Palmares, também acabada.
Na saída, estivemos em três enormes galpões cedidos por uma fábrica ainda não ativada e conversamos com os que lá estão.
Os desabrigados, à espera de água, de mais comida, de lençóis, de colchões, de tanta coisa!
Quem assistiu ao nosso “Almoçando com a Notícia”, sem almoço claro, que fizemos para a TV Mar durante essas nossas visitas, deve ter ficado tão emocionado quanto nós.
Então parem e pensem que as doações não podem parar. Que é preciso manter essa pobre gente durante algum tempo, independentemente das ações de governos.
A sociedade tem que se unir e não deixar que o tempo a faça esquecer tamanho sofrimento.
Parecia um filme quando entramos na cidade de Rio Largo e nos deparamos com o que restou das áreas invadidas pelas águas e totalmente devastadas.
Em uma das ruas, uma casa em pé. Apenas ela. Todas as outras transformadas em escombros.
A população sem suas casas, sem móveis, utensílios, tudo o mais, sem contar as que perderam parentes durante a inundação.
A prefeitura e a defesa civil trabalhando a todo o vapor, recebendo donativos os mais variados. Relatos tristes de sobreviventes e de gente que ainda tem a esperança no recomeçar.
Dali fomos a Branquinha. Inacreditável. Uma cidade que já não existe em 90 por cento do seu território. Um desagradável cheiro já saindo da terra, pessoas circulando sem saber por que ou para que, a Cruz Vermelha desembarcando mercadorias na igreja que não sucumbiu e a prefeita Renata, guerreira, jovem ainda, garantindo que, com a ajuda de todos, vai reerguer Branquinha.
E vai conseguir; saímos de lá com esta certeza. Uma seqüência de casas na saída, com algumas paredes de pé, só paredes, resultado da água implacável que por elas passou.
E, então fomos a Murici. E até julgávamos que lá o problema não teria sido tão grande. Foi enorme. Uma imensa área espalhada pra todos os lados onde não existe pedra sobre pedra.
Um mar de lama, um tanque de usina encalhado no rio e que veio trazido pelas águas desde União dos Palmares, também acabada.
Na saída, estivemos em três enormes galpões cedidos por uma fábrica ainda não ativada e conversamos com os que lá estão.
Os desabrigados, à espera de água, de mais comida, de lençóis, de colchões, de tanta coisa!
Quem assistiu ao nosso “Almoçando com a Notícia”, sem almoço claro, que fizemos para a TV Mar durante essas nossas visitas, deve ter ficado tão emocionado quanto nós.
Então parem e pensem que as doações não podem parar. Que é preciso manter essa pobre gente durante algum tempo, independentemente das ações de governos.
A sociedade tem que se unir e não deixar que o tempo a faça esquecer tamanho sofrimento.
Fui dos primeiros a criticar a Lei dos Ficha-Suja ou dos Ficha-Limpa, sei lá, tanto faz como tanto fez. Porque ela só iria servir para os daqui pra frente e ainda passava a mão na cabeça de muita gente.
Mas aí vem o STJ e diz para o que veio, colocando pingos nos “iis”, dando nome aos bois, querendo dar validade à vontade do povo que é a de moralizar as eleições neste país e, um dia, haverá de consegui-lo.
Claro que muita água ainda vai rolar por baixo da ponte, lógico que muito recurso ainda vai aparecer, mas só o fato de inibir alguns sujos a se sujeitarem a deixar seus nomes expostos à execração pública, já é um grande passo da sociedade e da democracia.
Então, sujou para eles. Porque vai ficar muito mais difícil ter que fazer campanha política defendendo-se do indefensável.
Muitos que ainda não tiveram condenação vão escapar, mas as condenações virão e logo, logo, o tempo vai dizer ao tempo quanto tem o tempo e que tudo com tempo tem tempo.
É só aguardar e acreditar que ainda seremos um país sério, bem ao contrário do que dizia, com razão, o velho estadista francês Charles de Gaulle.
Ainda seremos um país onde os maus políticos não terão vez nem voz, porque serão minoria ou espécie em extinção.
Isto tudo, porque chegará o dia em que o povo aprenderá definitivamente a votar, o voto não será obrigatório e os conscientes estarão depurando o sistema para gáudio e felicidade de nossos netos e bisnetos.
É por isso que dou um passo atrás e afirmo que o STJ, e mais tarde o STF, estão cavando as covas dos Ficha-Suja, onde deverão ser sepultados e isolados da vida pública brasileira.