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28/07/10 17:42
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Fábio Acioli:Justiça pode pedir prisão de diretores da Oi

Os diretores da operadora telefônica Oi podem ter a prisão decretada pelo juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital por desobediência a ordem judicial. A operadora não atendeu ao pedido da justiça e da polícia para fornecer dados importantes no inquérito que apura a morte do estudante Fábio Acioli, há cerca de um ano.

O juiz Geraldo Amorim avalia que as informações que já obteve são extremamente importantes para a conclusão do processo, mas ainda falta muito.

A Polícia Federal também aguarda as informações requisitadas por meio do Ministério da Justiça à Microsoft sobre e-mails, conversas e informações que saíram e chegaram ao computador de Fábio Acioli. A empresa também nunca respondeu ao documento enviado pelo governo federal. “As investigações estão bem adiantadas. Entretanto, há suposições e dados que precisam ser confirmados e só teremos essa certeza quando a Oi e a Microsoft nos fornecerem o conteúdo requisitado”, disse o juiz.

Dois peritos da PF estão dedicados quase que exclusivamente a este caso, com a análise e cruzamento de mais de 40 mil ligações telefônicas registradas pelas torres das operadoras, na região e no dia e que aconteceu o crime brutal.

Entenda o Caso

Fábio Acioli foi raptado na noite do dia 12 de agosto, após sair de uma escola de idiomas na Ponta Verde. O rapaz, que era estudante de arquitetura, foi abordado por dois homens ao parar o veículo Peugeot, de cor prata e placa MUH-6407/AL, que pertencia ao pai da vítima.

Levado para um canavial no Complexo do Benedito Bentes, Fábio chegou a ser torturado e os criminosos jogaram gasolina em seu corpo, atearam fogo e em seguida fugiram no veículo. O carro foi encontrado no dia seguinte, queimado, no bairro de Cruz das Almas.

Para escapar da morte, Fábio conseguiu rolar na lama e apagar as chamas do corpo. O rapaz caminhou até a avenida principal do bairro, onde recebeu a ajuda de populares, que acionaram uma equipe do Samu. Fábio faleceu, no dia 28 de agosto, no Hospital Restauração, na cidade de Recife, onde estava internado.

 

por Redação

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