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Causas sociais e estruturais elevam cesarianas entre gestantes brasileiras

Redação13 de julho de 20260 visualizaçõesFonte: Agência Brasil - Saúde
Causas sociais e estruturais elevam cesarianas entre gestantes brasileiras

O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, soc...

Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgada nesta segunda-feira (13), revela que a alta taxa de cesarianas no Brasil, que ultrapassa 60% e chega a quase 90% na rede privada, é resultado de fatores psicológicos, sociais e estruturais, e não apenas uma escolha individual.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que até 15% dos nascimentos sejam por cesariana, mas o Brasil está entre os três países com as maiores taxas do mundo. O estudo analisou 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo e Belém, e buscou entender as razões que levam gestantes a optarem pela cesárea, mesmo desejando o parto normal no início da gravidez.

Em São Paulo, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana em 2024, enquanto em Belém a taxa foi de 69,28%. O Unicef identificou que, embora o desejo de uma experiência positiva de parto exista, fatores sociais e estruturais influenciam essa decisão. O medo da dor e experiências negativas de outras mulheres também impactam a escolha pela cesárea.

Entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), a recuperação rápida é um fator que favorece o parto normal, enquanto no setor privado, as mulheres que optam pelo parto normal geralmente têm acesso a melhores condições e suporte. A pesquisa também destacou a falta de informação sobre métodos contraceptivos e a pressão para realizar laqueaduras durante a cesárea.

O Unicef recomenda a ampliação da oferta de analgesia, a qualificação do pré-natal e a inclusão de acompanhantes nas orientações sobre o parto. Além disso, sugere mobilizar referências locais e fortalecer políticas públicas para apoiar as mães antes, durante e depois do parto, visando uma experiência de parto respeitosa e positiva.



Fonte Original

Agência Brasil - Saúde

13 de julho de 2026

Leia a matéria original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/fatores-sociais-e-estruturais-empurram-mulheres-para-cesarea

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